Recensões

[“Os donos da humanidade” e uma entrevista a Chomsky – apontamentos de leitura]

Relemos o opúsculo de Chomsky intitulado “Os donos da humanidade” publicado pela primeira vez em 1993 e incluído, em edição mais recente, num conjunto de textos do mesmo autor sob o título de “Un monde complètement surréel”.


[Serres, Michel (2012). Petite Poucette. Paris: Le Pommier Collection Manifestes]

Petite Poucette é o título do recente livro do filósofo e escritor francês Michel Serres, nascido em 1930, título que inevitavelmente nos traz à memória a figurinha com o mesmo nome do conto fantástico que, há mais de um século, Hans Christian Anderson escreveu, que ouvimos contar aos nossos pais, avós e bisavós e de que a nova Petite Poucette provavelmente nunca ouviu falar (...)


[Mandiberg, Michael (Org.) (2012). The Social Media Reader). Nova Iorque: New York University Press]

Em resumo, Michael Mandiberg explora nesta edição uma coleção de obras de autores eminentes no campo da cultura digital, os quais analisam a ascensão da cultura digital participativa e a consequente indefinição dos limites deste fenómeno. Com 289 páginas, o PDF Leitor de Media Social está disponível no repositório de código aberto ”Creative Commons”, licenciado no “Archive.org”, desde 18 de Dezembro de 2012, (NYU Press, Nova York).


[Llovet, Jordi (2011). Adiós a la Universidad. El eclipse de las Humanidades. Traducción de Fuentes, Albert). Barcelona: Galaxia Gutenberg – Círculo de Lectores]

Partindo da narração autobiográfica de quarenta e três anos de experiências académicas enquanto discente e docente da Universidade de Barcelona (entre 1965 e 2008), Jordi Llovet (Barcelona, 1947) apresenta, de forma tão humorística quanto culta, uma séria reflexão acerca do estado atual do ensino superior universitário espanhol, na área das Artes e Humanidades.


[Tomás, Catarina (2011), Há muitos mundos no mundo. Cosmopolitismo, participação e direitos da criança. Porto: Edições Afrontamento, 227 páginas.]

Este é um livro sobre crianças. Essas crianças das quais se diz “serem o futuro”. Catarina Tomás, nesta obra, à semelhança de outras referências no seu percurso de investigação, arroja-se numa análise sobre os seus direitos sem nunca perder de vista o presente, mas também ela a pensar num futuro melhor que não se disfarce de utopias.


[Strain, John; Barnett, Ronald; Jarvis, Peter (ed.) (2009). Universities, Ethics and Professions: Debate and Scrutiny. Nova Iorque: Routledge]

[Strain, John; Barnett, Ronald; Jarvis, Peter (ed.) (2009). Universities, Ethics and Professions: Debate and Scrutiny. Nova Iorque: Routledge]


[Freire, Paulo. (1993). Política e Educação. São Paulo: Cortez Editora.]

Paulo Freire (1921-1997) foi um importante pedagogo, filósofo e teórico da educação, brasileiro cujas (des)construções teóricas e práticas alimentaram (alimentam!) o sonho de uma educação progressista e democrática. Das suas obras ressalta uma epistemologia da curiosidade que sustenta a utopia de um outro mundo possível, mais inteiro, mais tolerante, mais responsável.


Nóvoa, A., Lawn, M. (ed.) (2002). Fabricating Europe – the Formation of an Education Space. Dordrecht/ Boston/London: Kluwer Academic Publishers

Reler é muitas vezes reencontrar o sentido de um alerta, é procurar entender como chegámos até aqui. Uma década após a publicação desta obra, revisitá-la é mais do que temer males anunciados. Tem o sabor amargo da confirmação.


Ravitch, D. (2010). The Death and Life of the Great American School System. How Testing and Choice Are Undermining Education. New York: Basic Books, 215 p.

Diane Ravitch é uma conhecida historiadora da educação norte-americana, professora e investigadora na New York University. Na sua vasta produção historiográfica, a publicação do livro Left Back. A Century of Battles Over School Reform (Touchstone Book, 2000) foi usada para legitimar a crítica às mudanças e às políticas adoptadas no pós segunda guerra mundial, que procuraram, em geral, construir uma escola mais compreensiva e inclusiva, com um currículo amplo, sem hierarquias de disciplinas e voltado para a formação cidadã, assente numa pedagogia atenta à diversidade dos jovens e das comunidades. O livro foi adoptado pelos neoconservadores americanos para apontar o falhanço das anteriores políticas liberais, ou de esquerda, e replicado pelos conservadores de outros continentes no seu combate contra as pedagogias e as práticas políticas defensoras de uma escola democrática, inclusiva e emancipatória. Em Portugal, Nuno Crato, o mais lídimo representante do pensamento conservador doméstico, no seu manifesto contra o que designa de “pedagogia romântica e construtivista”, O Eduquês em discurso directo (Gradiva, 2006), na lista de livros recomendados inclui este livro de Diane Ravitch, com a seguinte anotação: “É uma extraordinária história dos debates sobre educação nos Estados Unidos durante o século XX. Lendo-a, percebe-se muito sobre os nossos próprios debates e fica-se a conhecer a raiz de muitas posições extremistas. Fica-se também a saber que as ideias da ‘escola nova’ são velhas de mais de um século” (p. 126).